26.9.01

P/: RAFAEL
25.09.01-23:45
Eu ainda não consegui assimilar que te perdi, não posso conviver com essa idéia. Ela é tão má que me consome por dentro, e cada minuto longe de ti eu sinto como se meu corpo começasse a ficar inanimado, sem vida, e é isso que me faz sentir tanto a tua ausência. O teu abraço era como se fosse um fogo, que aquecia meu corpo e minha mente, que me mantia saudável e sorridente e que também me fazia viver. Agora, sem ele, não sei o que fazer. Minha vida saiu da estrada e não sei por onde voltar. Estou perdida nesse mundo hostil e cruel. Como eu queria que tu continuasse sendo a minha luz, como eu queria que tu ainda quisesse me guiar, mas parece que teu interesse não é mais em mim, e sim, na “guria mais-mais do colégio”, como tu mesmo disse. A guria mais-mais? E pra que voltar comigo na quinta pra já na segunda querer terminar? Era pra ter sido aquela segunda o dia em que a gente ia conversar, te lembra? E como eu precisava conversar... Era o dia que eu tinha decidido expor tudo que eu tinha pra ti, mas uma pena que tu sempre tem que me interromper. Só não faz isso com ela, ninguém gosta de ser interrompido. E como as máscaras que usamos atrapalham a nossa vida. Eu estou mostrando ser forte, mas estou muito frágil por dentro. Todo momento que, se a gente estivesse junto, eu estaria contigo, eu sinto meu pequeno asteróide ser tomado por ervas-daninha alienígenas, que tomam-no em pouco tempo... E como elas se reproduzem... E eu não estou dando conta de arrancá-las. A única motivação que recebo para tirar elas é um dia pensar que a gente ainda pode ficar do jeito que estávamos quinta na Redenção, deitados na grama e rindo, sendo felizes. Que saudade desse feriadão. Por mim, ele tinha parado no domingo, quando nos despedimos e nessa hora eu queria ser um robô que soubesse amar pro tempo parar e eu não notar que agora estou triste. Eu queria ser feliz pro resto da vida, mas feliz só contigo, do teu lado. Esse é o único jeito que eu sei q consigo ser 100% feliz. Sem estar contigo, não chego a 0,0000000001% do que quando tu está ao meu lado, não ao meu redor. A minha vontade agora (00:11) é te puxar e te dar aquele abraço de urso que só eu e tu conseguimos dar, mas aquele abraço que não são só os corpos que dão, mas até nossas almas se entrelaçam. Eu não quero só escrever. Queria escrever, dizer, fazer tantas coisas mais. A oportunidade minha passou, e eu não sei quando ela vai voltar. Pra ti, me parece que ela numa mais vai voltar, e por que eu sinto isso também? Eu não quero sentir porque é muito ruim isso. Não existe palavra, não dá pra se dizer sensação, nem sentimento, eu não sei descrever, mas é como se eu tivesse saído da Terra para Plutão, longe de tudo e todos que quero, longe do Sol e sem poder ver as estrelas, sem poder sentir teu cheiro, sem nem mesmo te ver. Eu não sei como é que tu está passando por isso, mas me parece que está bem. E eu tento imaginar porque tu está bem, e o vem à minha cabeça é tu não gostar (=amar) mais de mim. Tu não deve estar rodeado de coisas minhas, ou escutando as nossas músicas toda vez que ligo o rádio. O teu planetinha parece estar bem, “ótimo”, como tu disse hoje. Estou feliz por tu estar assim. Pena que eu não posso dizer o mesmo de mim...
00:21-26.09.01
O que mais posso dizer? T'AMO

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