24.9.02
22.9.02
She's leaving home - O dia em que a maior estrela teen do Brasil chutou o pau da barraca
por André Sant'Anna (andresantanna@zipmail.com.br)
Papai, Mamãe...
Me desculpem, mas, quando lerem esta carta, já estarei voando para longe. Sei que não estou sendo justa com vocês, que vão ficar aí, segurando a barra dos contratos, explicando o meu sumiço para a imprensa... o pessoal vai ficar em cima. Então, vou tentar explicar esta minha decisão. Espero que a compreendam. O fato é que conheci uma pessoa que tem me ensinado muito. Não se preocupem. Embora "ele" tenha um jeito meio doidinho, meio rebelde, "ele" não é nenhum maluco drogado, nem um aproveitador. É um cara muito legal, bem-sucedido, famoso no mundo inteiro. Não sei quanto tempo vamos conseguir esconder o romance e esta mudança na minha vida. Só sei que vamos tentar desaparecer por um tempo. O mais difícil vai ser "ele". Vão fazer de tudo para descobrir onde "ele" está. Como eu disse, "ele" é um astro internacional, alguém muito diferente. Seria um choque muito grande para vocês, se eu revelasse quem é essa pessoa. Ele vem de um meio que é o oposto do nosso.
Um meio que sempre me fascinou, mas que nunca tive coragem de freqüentar. Eu diria que é um meio mais rock'n'roll, um meio onde as pessoas têm a cabeça mais aberta, mais liberal. Bom... mas o que eu queria dizer é que "ele" me mostrou um outro lado da vida. Só eu sei o quanto vocês, Papai e Mamãe, foram importantes até aqui. Devo a vocês, meus queridos, tudo o que conquistei até hoje, todo o privilegio de poder crescer com responsabilidade, em um ambiente repleto de amor por todos os lados. Isso sem falar nas aulas de música, de dança e tudo o mais que fez de mim uma artista com recursos para exercer o máximo do meu potencial. Nunca vou esquecer dos conselhos que você, Mamãe, me deu a respeito de sexo naquelas nossas conversas de mãe para filha.
Agora, finalmente descobri que sexo é uma coisa maravilhosa, que, quando existe amor de verdade, vale tudo entre quatro paredes. Papai, também vou me lembrar sempre do quanto você me alertou sobre as drogas. Embora hoje eu ache que fumar um baseado de vez em quando não seja tão horrível assim, jamais cairia em algo mais pesado. Acho que, em determinado momento da vida, uma experiência psicodélica ajuda a abrir a mente. Mas tenham a certeza de que jamais vou decepcioná-los. Sei que agora deve estar sendo difícil aceitar tudo isso, mas, quando eu voltar (e eu vou voltar), vocês vão ver que a minha decisão foi a mais acertada.
Não agüentava mais as fofocas das revistas, ser chamada de brega. Cansei de ser a careta, de ser a virgenzinha, de ver o pessoal fazendo aquelas montagens horripilantes na internet, onde me colocam pelada, fazendo sexo nojento. Embora eu ainda seja nova em idade, já tenho experiência suficiente para decidir sobre a minha carreira, sobre o que devo cantar ou não, que roupas devo vestir e quem devo namorar. E já faz algum tempo que tenho vontade de mudar de estilo, de fazer música de verdade, experimentar um caminho menos comercial, com mais arte. Tenho ouvido coisas diferente que estão fazendo a minha cabeça e devo tudo isso a "ele".
Estou descobrindo o jazz, a vanguarda e é por aí que vou seguir. Já não tenho muito tempo para escrever. Aqui em Rondonópolis, o dia está amanhecendo e daqui a pouco o jatinho que "ele" reservou para mim estará no aeroporto aqui perto. Vou colocar esta carta debaixo da porto do Júnior e ele leva pra vocês. Aliás, prestem mais atenção no Junior. Acho que ele também poderia voar mais alto. Ele tem muito talento, gosta mesmo é de tocar bateria e poderia estar numa outra, fazendo também outro tipo de música. Seria bom pra ele arrumar uma namorada diferente, alguém que o ajude a se descobrir como pessoa. Esse negócio de fazer dupla com a irmã acaba gerando comentários maliciosos. Você, Papai, é um ídolo para ele. Só que o Junior não tem nada de sertanejo. Se ele ainda não largou tudo também, é por puro medo do desconhecido. Infelizmente, vou ter que deixá-lo, mas ele vai se virar bem.
Até algum dia. Beijos, com muito amor,
Sandy
por André Sant'Anna (andresantanna@zipmail.com.br)
Papai, Mamãe...
Me desculpem, mas, quando lerem esta carta, já estarei voando para longe. Sei que não estou sendo justa com vocês, que vão ficar aí, segurando a barra dos contratos, explicando o meu sumiço para a imprensa... o pessoal vai ficar em cima. Então, vou tentar explicar esta minha decisão. Espero que a compreendam. O fato é que conheci uma pessoa que tem me ensinado muito. Não se preocupem. Embora "ele" tenha um jeito meio doidinho, meio rebelde, "ele" não é nenhum maluco drogado, nem um aproveitador. É um cara muito legal, bem-sucedido, famoso no mundo inteiro. Não sei quanto tempo vamos conseguir esconder o romance e esta mudança na minha vida. Só sei que vamos tentar desaparecer por um tempo. O mais difícil vai ser "ele". Vão fazer de tudo para descobrir onde "ele" está. Como eu disse, "ele" é um astro internacional, alguém muito diferente. Seria um choque muito grande para vocês, se eu revelasse quem é essa pessoa. Ele vem de um meio que é o oposto do nosso.
Um meio que sempre me fascinou, mas que nunca tive coragem de freqüentar. Eu diria que é um meio mais rock'n'roll, um meio onde as pessoas têm a cabeça mais aberta, mais liberal. Bom... mas o que eu queria dizer é que "ele" me mostrou um outro lado da vida. Só eu sei o quanto vocês, Papai e Mamãe, foram importantes até aqui. Devo a vocês, meus queridos, tudo o que conquistei até hoje, todo o privilegio de poder crescer com responsabilidade, em um ambiente repleto de amor por todos os lados. Isso sem falar nas aulas de música, de dança e tudo o mais que fez de mim uma artista com recursos para exercer o máximo do meu potencial. Nunca vou esquecer dos conselhos que você, Mamãe, me deu a respeito de sexo naquelas nossas conversas de mãe para filha.
Agora, finalmente descobri que sexo é uma coisa maravilhosa, que, quando existe amor de verdade, vale tudo entre quatro paredes. Papai, também vou me lembrar sempre do quanto você me alertou sobre as drogas. Embora hoje eu ache que fumar um baseado de vez em quando não seja tão horrível assim, jamais cairia em algo mais pesado. Acho que, em determinado momento da vida, uma experiência psicodélica ajuda a abrir a mente. Mas tenham a certeza de que jamais vou decepcioná-los. Sei que agora deve estar sendo difícil aceitar tudo isso, mas, quando eu voltar (e eu vou voltar), vocês vão ver que a minha decisão foi a mais acertada.
Não agüentava mais as fofocas das revistas, ser chamada de brega. Cansei de ser a careta, de ser a virgenzinha, de ver o pessoal fazendo aquelas montagens horripilantes na internet, onde me colocam pelada, fazendo sexo nojento. Embora eu ainda seja nova em idade, já tenho experiência suficiente para decidir sobre a minha carreira, sobre o que devo cantar ou não, que roupas devo vestir e quem devo namorar. E já faz algum tempo que tenho vontade de mudar de estilo, de fazer música de verdade, experimentar um caminho menos comercial, com mais arte. Tenho ouvido coisas diferente que estão fazendo a minha cabeça e devo tudo isso a "ele".
Estou descobrindo o jazz, a vanguarda e é por aí que vou seguir. Já não tenho muito tempo para escrever. Aqui em Rondonópolis, o dia está amanhecendo e daqui a pouco o jatinho que "ele" reservou para mim estará no aeroporto aqui perto. Vou colocar esta carta debaixo da porto do Júnior e ele leva pra vocês. Aliás, prestem mais atenção no Junior. Acho que ele também poderia voar mais alto. Ele tem muito talento, gosta mesmo é de tocar bateria e poderia estar numa outra, fazendo também outro tipo de música. Seria bom pra ele arrumar uma namorada diferente, alguém que o ajude a se descobrir como pessoa. Esse negócio de fazer dupla com a irmã acaba gerando comentários maliciosos. Você, Papai, é um ídolo para ele. Só que o Junior não tem nada de sertanejo. Se ele ainda não largou tudo também, é por puro medo do desconhecido. Infelizmente, vou ter que deixá-lo, mas ele vai se virar bem.
Até algum dia. Beijos, com muito amor,
Sandy
19.9.02
"Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television. Choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers...choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind- numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself. Choose a future. Choose life...But why would I want to do a thing like that?"
isso eu peguei do blog da anita, mas me lembro q eh de um filme, se nao me engano eh transpotting... e fazia tempos q eu keria ter esse textinho!
isso eu peguei do blog da anita, mas me lembro q eh de um filme, se nao me engano eh transpotting... e fazia tempos q eu keria ter esse textinho!
ontem me dei conta de uma coisa...
veio o drummond comentar do 1 ano desse blog... e me veio a cabeca... 1 ano e acontecendo a mesma coisa... qdo ele comecou (1 ano atras), o meu namoro com o rafael tava acabando... e agora tb...
e hj tah sendo um dia dificil pra mim... to tri sensivel... saih da palestra q tah tendo agora pq to chorando... chorando de saudade, chorando por nao conseguir ser eu, q tanto kero mostrar carinho pra uma pessoa... mas essa pessoa nao ker... nao tem aceitado mto bem...
o q eu faco??
veio o drummond comentar do 1 ano desse blog... e me veio a cabeca... 1 ano e acontecendo a mesma coisa... qdo ele comecou (1 ano atras), o meu namoro com o rafael tava acabando... e agora tb...
e hj tah sendo um dia dificil pra mim... to tri sensivel... saih da palestra q tah tendo agora pq to chorando... chorando de saudade, chorando por nao conseguir ser eu, q tanto kero mostrar carinho pra uma pessoa... mas essa pessoa nao ker... nao tem aceitado mto bem...
o q eu faco??
18.9.02
finalmente algo sobre publicidade....
olhem q legal!
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Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos. Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho". Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias para seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.
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agora vem... sabe kem escrever isso?? NIZAN GUANAES... bahiano, presidente de uma das maiores agências de propaganda do Brasil, a DM9... pena q tah fazendo propaganda pra um politico ae...
mas...
nada eh perfeito!
aproveitem.
valeu faxa!